quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Quatro.

Canção do Amor Imprevisto (Mário Quintana) Eu sou um homem fechado. O mundo me tornou egoísta e mau. E a minha poesia é um vício triste, Desesperado e solitário Que eu faço tudo por abafar. Mas tu apareceste com a tua boca fresca de madrugada, Com o teu passo leve, Com esses teus cabelos... E o homem taciturno ficou imóvel, sem compreender nada, numa alegria atônita… A súbita, a dolorosa alegria de um espantalho inútil Aonde viessem pousar os passarinhos.