segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Seis.

Saudades. São particulas de oxigênio que eu respiro diariamente. são segundos de uma ausência física e principalmente de uma materialidade mental. Perder a possibilidade da imaginação do reencontro é a pior das saudades. Luciane Slomka. creioparaverblogspot.com

Cinco.

Change.(Mudança)Tracy Chapman. Se você soubesse que ia morrer hoje visse a face de Deus e do amor você mudaria? você mudaria? se você soubesse que o amor pode partir seu coração que quando está no fundo do poço não dá pra cair mais você mudaria? você mudaria? a que ponto precisa chegar? quantas perdas, quantos arrependimentos? que reação em cadeia causaria um efeito? faria você se virar? faria você tentar se explicar? faria você perdoar e esquecer? faria você mudar? faria você mudar?

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Quatro.

Canção do Amor Imprevisto (Mário Quintana) Eu sou um homem fechado. O mundo me tornou egoísta e mau. E a minha poesia é um vício triste, Desesperado e solitário Que eu faço tudo por abafar. Mas tu apareceste com a tua boca fresca de madrugada, Com o teu passo leve, Com esses teus cabelos... E o homem taciturno ficou imóvel, sem compreender nada, numa alegria atônita… A súbita, a dolorosa alegria de um espantalho inútil Aonde viessem pousar os passarinhos.

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Três.

Metade. Que a mulher que eu amo, seja para sempre amada Mesmo que distante. Que essa minha vontade de ir embora se transforme na calma e na paz que mereço. Que o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável. Que seja preciso apenas uma pequena alegria, para me aquietar o espírito. E que minha loucura seja perdoada. Porque metade de mim é amor. E a outra metade também. Oswaldo Montenegro.

domingo, 16 de setembro de 2012

Dois.

O Desaparecido. Tarde fria, e então eu me sinto um daqueles velhos poetas de antigamente que sentiam frio na alma quando a tarde estava fria, e então eu sinto uma saudade muito grande, uma saudade de noivo, e penso em ti devagar, bem devagar, com um bem-querer tão certo e limpo, tão fundo e bom que parece que estou te embalando dentro de mim. Ah, que vontade de escrever bobagens bem meigas, bobagens para todo mundo me achar ridículo e talvez alguém pensar que na verdade estou aproveitando uma crônica muito antiga num dia sem assunto, uma crônica de rapaz; e, entretanto, eu hoje não me sinto rapaz, apenas um menino, com o amor teimoso de um menino, o amor burro e comprido de um menino lírico. Olho-me no espelho e percebo que estou envelhecendo rápida e definitivamente; com esses cabelos brancos parece que não vou morrer, apenas minha imagem vai-se apagando, vou ficando menos nítido, estou parecendo um desses clichês sempre feitos com fotografias antigas que os jornais publicam de um desaparecido que a família procura em vão. Sim, eu sou um desaparecido cuja esmaecida, inútil foto se publica num canto de uma página interior de jornal, eu sou o irreconhecível, irrecuperável desaparecido que não aparecerá mais nunca, mas só tu sabes que em alguma distante esquina de uma não lembrada cidade estará de pé um homem perplexo, pensando em ti, pensando teimosamente, docemente em ti, meu amor. Rubem Braga

sábado, 15 de setembro de 2012

Número um.

Não esconda a tristeza de mim
Todos se afastam quando o mundo está errado
Quando o que temos é um catalogo de erros
Quando precisamos de carinho...força e cuidado

Este é o livro das flores
Este é o livro do destino
Este é o livro dos nossos dias
Este é o dia dos nossos amigos

Renato Russo.