quinta-feira, 25 de outubro de 2012
Segredos.
Frejat. Segredos.
Eu procuro um amor,
Que ainda não encontrei,
Diferente de todos que amei...
Nos seus olhos quero descobrir,
Uma razão para viver,
E as feridas dessa vida,
Eu quero esquecer...
Pode ser que eu a encontre,
Numa fila de cinema,
Numa esquina,
Ou numa mesa de bar...
Procuro um amor,
Que seja bom prá mim,
Vou procurar,
Eu vou até o fim...
E eu vou tratá-la bem,
Prá que ela não tenha medo,
Quando começar a conhecer,
Os meus segredos...
domingo, 21 de outubro de 2012
Manifesto à Solidão.
Conquistar a sua solidão,
Ficar bem consigo mesmo,
Talvez seja o melhor que fazemos.
Todos estamos sós,
Alguns acompanhados...mas sós.
Outros em solidão plena,
O segundo está melhor.
Se fica triste por ninguém o esperar,
Sabe que não será ferido.
Acostumar a si mesmo,
Sua maior conquista.
João Alves Ribeiro.
sábado, 20 de outubro de 2012
Dez.
Cecília Meireles.
O meu amor não tem
importância nenhuma.
Não tem o peso nem
de uma rosa de espuma!
Desfolha-se por quem?
Para quem se perfuma?
O meu amor não tem
importância nenhuma.
quinta-feira, 11 de outubro de 2012
Nove
Zero e Paulo Ricardo. Agora eu sei.
Há muito tempo eu ouvi dizer,
Que um homem vinha pra nos mostrar,
Que todo o mundo é bom,
E que ninguém é tão ruim.
O tempo voa e agora eu sei,
Que só quiseram me enganar,
Tem gente boa que me fez sofrer,
Tem gente boa que me faz chorar,
Agora eu sei e posso te contar,
Não acredite se ouvir também,
Que alguém te ama e sem você;
Não consegue viver,
Quem vê o seu rosto
Só pensa no bem,
Que você pode fazer a quem
Tiver a chance de te possuir,
Mal sabe ele como é triste ter,
Amor demais e nada receber,
Que possa compensar o que isso traz de dor.
Por tudo o que isso traz de dor...
sexta-feira, 5 de outubro de 2012
Oito
Ausência. (Carlos Drummond de Andrade).
Por muito tempo achei que a ausência é falta.
E lastimava, ignorante, a falta.
Hoje não a lastimo.
Não há falta na ausência.
A ausência é um estar em mim.
E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços,
que rio e danço e invento exclamações alegres,
porque a ausência, essa ausência assimilada,
ninguém a rouba mais de mim.
terça-feira, 2 de outubro de 2012
Sete.
Belchior-Paralelas.
Em cada luz de mercúrio,
vejo a luz do teu olhar,
Passas praças, viadutos.
Nem te lembras de voltar...de voltar.
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